Três pessoas são indiciadas por suspeita de esquema de cobrança irregular em cemitério de Esteio

  • 07/10/2026
(Foto: Reprodução)
Funcionários do cemitério de Esteio são suspeito de fraude A Polícia Civil indiciou três pessoas, sendo duas delas servidoras da prefeitura de Esteio, na Grande Porto Alegre, em investigação sobre um suposto esquema de cobranças irregulares e realização de serviços particulares no Cemitério Municipal da cidade. O caso foi revelado pelo Jornal do Almoço, da RBS TV, em maio de 2025. Anexada ao inquérito, a reportagem mostrou registros de pagamentos feitos diretamente a servidores, suspeitas de desvio de valores e cobranças por reformas em sepulturas com suspeita utilização de materiais desviados da secretaria de Obras do município. Relembre o caso na reportagem acima. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O relatório final foi assinado pelo delegado Augusto Zenon de Moura Rocha, da 1ª Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública Municipal (Dercap). O ex-coordenador do cemitério, Taiguara Almeida da Cunha, e os sepultadores Adilson Silva da Silva e Deives Roberto Soares Teixeira Bottino foram indiciados por peculato e associação criminosa. Taiguara, que foi exonerado após processo administrativo, também foi indiciado por falsidade ideológica. A Polícia Civil afirma que Taiguara teria recebido diretamente valores pagos por usuários, sem que os recursos fossem arrecadados aos cofres da prefeitura. Em alguns casos, familiares constataram a existência de débitos ainda registrados junto ao município, mesmo tendo quitado as taxas. Cobranças a familiares de mortos Foi o que aconteceu com a professora Daiana dos Santos Chaves, que, após perder a mãe em julho de 2024, relata recebido uma cobrança de R$ 750 em taxas, que pagou via PIX, no momento do sepultamento. “Nos disseram que, se não pagássemos, não fariam o enterro. Tivemos que nos virar na hora. Só depois descobrimos que pagamos para uma conta que nem era da prefeitura”, disse a professora, que perdeu tudo na enchente de 2024. A situação só foi percebida quando a prefeitura voltou a cobrar a taxa oficial — que nunca havia sido registrada como paga. Para o delegado Augusto Zenon de Moura Rocha, os elementos reunidos indicam que não se tratava de episódios isolados, mas de uma atuação coordenada. “Taiguara, Adilson e Deives mantinham vínculo associativo estável e permanente, com divisão de tarefas e finalidade comum de obtenção de vantagens econômicas.”, afirma o delegado no relatório. Além da demissão de Taiguara, a prefeitura aplicou pena de suspensão de 10 dias aos dois sepultadores. Perguntada sobre as razões de a pena ser mais branda se comparada àquela aplicada ao ex-coordenador, alegou que foi definida a partir da “análise individualizada das condutas, das provas produzidas e dos demais elementos constantes no processo”. O g1 contatou Taiguara e a prefeitura de Esteio para manifestação a respeito dos indiciamentos, e aguarda retorno. Agora, remetido ao Judiciário, o caso chegará ao Ministério Público, que pode pedir mais investigações, oferecer denúncia ou arquivar. Cemitério de Esteio Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/10/07/indiciamento-suspeita-esquema-cobranca-irregular-cemiterio.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. CAPATAZ DE ESTANCIA

CARDEAL MISSIONEIRO

top2
2. FACA PRATEADA

OS MONARCAS

top3
3. CHAMAME DOS SONHOS

GALOPAÇO

top4
4. NÃO LARGO DE MÃO

CONJUNTO FOGO DE CHÃO

top5
5. RODA QUE RODA / CAMPESINO

OS SERRANOS

Anunciantes