'Queremos picanha': Criminosos pedem carne de dentro do presídio no RS

  • 11/06/2026
(Foto: Reprodução)
'Queremos picanha': Criminosos pedem carne de dentro do presídio no RS Uma operação contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro é realizada em cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (11). Até as 7h30, 27 pessoas tinham sido presas. A investigação teve início após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha, em 2023, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A apuração apontou que a organização criminosa distribuía cocaína e crack em larga escala no RS. O grupo usava imóveis locados em áreas nobres de municípios gaúchos como depósito de drogas. Em um ano e meio, a quadrilha movimentou mais de R$ 21 milhões. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Parte dos criminosos agia de dentro da Cadeia Pública de Porto Alegre e, segundo a polícia, até carne para churrasco eles encomendaram. Em um áudio ao qual a polícia teve acesso, um detento afirma para uma atendente: "Queremos picanha, maminha". O grupo demonstra pressa para receber a encomenda. Um deles pergunta se o estabelecimento consegue entregar "até uma e meia". Após ser informado que não havia picanha, ele faz o pedido: "Me vê dois espetos de maminha". Na sequência, eles indicam o local onde é para fazer a entrega: "A gente tá preso, moça, aqui na frente do Central". A polícia não sabe se a entrega chegou a ser feita. A investigação é da Delegacia de Polícia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro da Divisão de Investigações do Narcotráfico (DRLD/Dinarc) e da Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal (Dipac), ambas do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc). A Operação Apakani busca desarticular uma rede de lavagem de dinheiro vinculada ao tráfico de drogas. Nesta quinta-feira, são cumpridos 28 mandados de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária, 69 mandados de busca e apreensão, 59 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e 14 sequestros de veículos. No RS, os mandados são cumpridos em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Também estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em presídios. O que diz a Polícia Penal "A Polícia Penal esclarece, inicialmente, que é proibida a entrega desse tipo de produto para consumo no interior das unidades prisionais, sendo a alimentação dos presos fornecida pelo Estado. Cabe informar, ainda, que não há qualquer registro de tentativa de ingresso desse material em unidade prisional de Porto Alegre. Esclarece, também, que a apuração dos fatos relacionados ao conteúdo do material apreendido é de responsabilidade da Polícia Civil, por meio do respectivo inquérito policial, cabendo à instituição a condução das investigações e a adoção das medidas legais pertinentes. A Polícia Penal atua de forma integrada com as demais forças de segurança pública no enfrentamento e na desarticulação das organizações criminosas, contribuindo para a preservação da segurança da sociedade." "Em 2026, ocorreu a rescisão do contrato com a empresa responsável pela instalação e operação dos bloqueadores de sinal nas unidades prisionais do Rio Grande do Sul. Ela chegou a fazer intervenções em 14 das 23 unidades previstas, mas vinha descumprindo obrigações contratuais, razão pela qual teve o contrato rescindido. Agora, já foi iniciado o processo de contratação da segunda colocada no processo licitatório. O governo do Estado, em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais, também intensificou as operações Mute nos presídios gaúchos, ação de inteligência que visa a retirada de aparelhos celulares das unidades. Paralelamente, a Polícia Penal tem buscado outras tecnologias para somar ao serviço de bloqueio de sinal, bem como está licitando telamento em 21 das maiores unidades prisionais do Estado, com o objetivo de coibir ingresso de celulares por drones e arremessos." Após apreensão de uma tonelada de maconha, Polícia Civil faz operação contra organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Polícia Civil/Divulgação VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/06/11/queremos-picanha-criminosos-pedem-carne-de-dentro-do-presidio-no-rs.ghtml


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